
Conceitos Fundamentais (Falácias)
Falácias
Em lógica, chamamos "falácia" (palavra derivada do termo latim "fallere", sinónimo de "enganar") a todos os argumentos inválidos que, na superfície, têm aspeto semelhante aos argumentos válidos. Nestes, verifica-se uma acentuada incoerência lógica argumental, que principalmente resulta da falta de conhecimento ou do desejo de iludir ou manipular, no qual a verdade é deliberadamente distorcida em benefício próprio. É importante referir que um argumento considera-se falacioso quando infringe pelo menos uma regra da sua construção. Por outras palavras, um "mau argumento".
Falácias formais Vs. Falácias informais
De uma forma geral, falácias formais referem-se a argumentos inválidos cujas premissas não garantem a conclusão que se segue.
Exemplo:
- Alguns homens brilham no escuro.
- Nietzsche era homem.
- Logo, Nietzsche brilhava no escuro.

As falácias informais, por outro lado, abrangem o significado lógico das expressões, uma área diferente da forma dos argumentos presente nas falácias formais. "Informal", neste caso, remete para o conceito da análise da definição de palavras e não para casualidade ou inadequação.
Exemplo:
- Ou acreditas em Jesus, ou não.
- És cristão.
- Logo, acreditas em Jesus.

O exemplo apresentado em particular consiste num falso dilema, um das 11 falácias informais que iremos abordar a seguir.
