Conceitos Fundamentais   (Falácias) 

 

Falácias

Em lógica, chamamos "falácia" (palavra derivada do termo latim "fallere", sinónimo de "enganar") a todos os argumentos inválidos que, na superfície, têm aspeto semelhante aos argumentos válidos. Nestes, verifica-se uma acentuada incoerência lógica argumental, que principalmente resulta da falta de conhecimento ou do desejo de iludir ou manipular, no qual a verdade é deliberadamente distorcida em benefício próprio. É importante referir que um argumento considera-se falacioso quando infringe pelo menos uma regra da sua construção. Por outras palavras, um "mau argumento".


Falácias formais Vs. Falácias informais

De uma forma geral, falácias formais referem-se a argumentos inválidos cujas premissas não garantem a conclusão que se segue. 

Exemplo:

  1. Alguns homens brilham no escuro.
  2. Nietzsche era homem.
  3. Logo, Nietzsche brilhava no escuro.
Friedrich Nietzsche sentado às escuras
Friedrich Nietzsche sentado às escuras

As falácias informais, por outro lado, abrangem o significado lógico das expressões, uma área diferente da forma dos argumentos presente nas falácias formais. "Informal", neste caso, remete para o conceito da análise da definição de palavras e não para casualidade ou inadequação.

Exemplo:

  1. Ou acreditas em Jesus, ou não.
  2. És cristão.
  3. Logo, acreditas em Jesus.
Falácia informal do falso dilema ("Se criticas o capitalismo, então és comunista marxista")
Falácia informal do falso dilema ("Se criticas o capitalismo, então és comunista marxista")

O exemplo apresentado em particular consiste num falso dilema, um das 11 falácias informais que iremos abordar a seguir.


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